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Fashion Words

By Dora Costa

Fashion Words

By Dora Costa

Verdadeiro sentimento de injustiça ou pura birra !?

12.09.18

 

 

 

 

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O caso aconteceu no passado sábado, na final do Open dos Estados Unidos.

 

Serena Williams, a nr º 1 do ténis, a estrela (verdadeira estrela em muitos aspetos), do ténis mundial perdeu.

Perdeu contra Naomi Osaka, que ficou tão incrédula com a vitória e tão arrebatada com o que se passou durante a partida, que quase pediu desculpa a Serena, no final

 

 

A controvérsia começou quando o árbitro da partida (que por acaso é português), Carlos Ramos , advertiu a tenista por estar a receber instruções do seu treinador (ação proibida neste desporto), minutos depois Serena, bastante irritada, partiu a raquete, jogando-a contra o chão, foi novamente advertida e reclamou novamente com o português. No final perdeu por um ponto, que lhe foi retirado pelo mesmo.

 

E foi aqui que Serena se descontrolou e acusou o árbitro de ladrão. 

Chorou de raiva, disse que se fosse um homem, o árbitro não lhe teria retirado ponto e acusou-o de a estar a tratar de forma diferente da que seria de esperar.

 

Nasceu ali um sentimento de injustiça e reavivou-se ( um pouco por toda a comunicação social, por  esse mundo fora) a temática preferida e (infelizmente) habitué dos últimos tempos : a discriminação sexual. 

 

 

Relativamente à questão de Serena e do árbitro português, confesso que quando ouvi o primeiro comentário sobre o assunto, a defendi, porque a verdade é que se pode ter tratado efetivamente de um ato de discriminação sexual, pode mesmo!  

 

Mas olhando depois para todas as imagens, para tudo o que já se escreveu sobre assunto, começo a pensar se não será uma birra, raiva por não ter corrido como queria, por não ter ganho, como está habituada (com muito mérito – importante referir).

A quantas de nós não nos apetece às vezes gritar com alguém, culpá-lo por a coisa não estar a correr bem…descarregar, simplesmente descarregar, para depois respirar fundo e continuar!

 

 

Só queria partilhar esta ideia convosco, porque grande parte de vocês (desse lado), são do sexo feminino e há sempre opiniões diferentes sobre esta questão da discriminação sexual e eu gostava que me dessem a vossa (sobre este caso em concreto ou só sobre o assunto em geral).

 

 .....

 

 

Sou, no meu dia a dia um pouco feminista; detesto piadas sexistas, detesto que se continue a ver a mulher como aquela que cuida da casa, da família e que ainda por cima trabalha 8 ou mais horas por dia, tanto ou mais do que alguns homens, que por sua vez são capazes de chegar a casa e não "fazer um cú" (desculpem, mas gosto muito desta expressão).  Sendo mulher, e numa realidade não tão diferente desta que descrevi, "bufo" tantas vezes quando faço das tripas coração para que tudo corra bem, para que a harmonia exista em casa, para que a minha filha seja o mais feliz possível.

 

 

No entanto não sei se é assim que se mudam mentalidades. Acho mesmo que não!

 

A mentalidade não se muda com polémicas ou alaridos em torno de acontecimentos, não se muda com o que a comunicação social fala em determinado momento. Porque temos uma memória tão, mas tão curta que  amanhã surge outra polémica qualquer, sobre outro qualquer tema e esta questão adormece outra vez.

 

Acredito piamente que o que muda mentalidades é a educação, é dar o exemplo, ensinar (esta ou qualquer outra questão) no dia a dia, nos actos, nas palavras, nas histórias que inventamos para os nossos filhos adormecerem, quando já lemos todos os livros que temos em casa… assim devagarinho, com tempo, com serenidade e de forma natural … como quem não quer a coisa!

 

Faço questão de, todos os dias, ensinar a minha filha a tratar todos de igual forma. A salientar que ninguém é mais do que ninguém, independente do género, da cor, da origem, da conta bancária, e que ela é capaz de tudo e que não deve ter medo de nada. O mundo precisa que mudemos, urgentemente,  que ensinemos as nossas crianças a serem muito melhores do que nós. Eu sei que é cliché, mas acredito verdadeiramente nisto!

 

 

 

 

E fico-me por aqui, senão não paro!

 

Foi só um desabafo, porque isto faz-me pensar...bastante.

 

 

 

 

 

 

PS: prometo que o próximo post é sobre moda!